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Figura 5.11 Nas proximidades do povoado de Marobá, ao redor da divisa entre os municípios de Presidente Kennedy e Marataízes,
há áreas promissoras para aproveitamentos eólicos. O povoamento é relativamente pequeno, ocorrendo principalmente
atividades agropecuárias. As velocidades médias anuais, na região da costa, são estimadas em torno de 7,0 m/s, a 75 m de altura.

Figura 5.12 Nas proximidades da cidade de Marataízes o povoamento é maior que nas áreas mais ao sul do município (Figura 5.11); ainda assim,
predominam práticas de agricultura e pecuária que mantêm a rugosidade
do terreno baixa, possibilitando a coexistência com usinas eólicas.
Além dessas áreas principais, existem outras no interior do Estado, situadas, entretanto, em locais de terreno complexo, com dificuldade de acesso, onerando, consequentemente, o transporte e a montagem de turbinas, a interligação ao Sistema Elétrico e a subestações distantes. Em princípio, destinam-se a empreendimentos eólicos isolados e de pequeno porte (até poucas dezenas de megawatts). A área montanhosa do município de Santa Teresa, ilustrada na figura 5.13, é um exemplo de local com algumas destas características.

Figura 5.13
Região montanhosa do município de
Santa Teresa, ao norte da Reserva Biológica Augusto Ruschi.
A análise da viabilidade técnica e econômica de implantação de usinas eólicas nas áreas aqui indicadas como mais promissoras requer campanhas de medições específicas para os locais de projeto, para os quais devem ser elaborados também modelos de relevo e rugosidade em alta resolução.
Ainda que os resultados apresentados neste Atlas sejam bastante representativos das condições médias anuais do vento sobre o Estado, com o mapeamento das áreas mais promissoras através de anemometria qualificada e avançadas técnicas de modelamento e simulação numérica, variações significativas em torno da média podem ocorrer na microescala, uma vez que o vento é bastante sensível às características locais de relevo, rugosidade e ocorrência de obstáculos.
O potencial de geração eólica do Espírito Santo é promissor (1,79 GW a 75 m de altura para áreas com ventos iguais ou superiores a 6,5 m/s) e poderá ser aproveitado gradativamente, nos limites de inserção do Sistema Elétrico Regional. O aproveitamento da energia dos ventos pode, de modo complementar, alavancar o crescimento econômico e a autossustentabilidade energética do Estado, gerando energia e melhor qualidade de vida para milhares de pessoas.
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